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Quinta-feira, Julho 31, 2008 Cara ou Coroa?
posted by TRUNKAEL H MAIRS 12:07 AM Divague ( ) ou | Segunda-feira, Julho 07, 2008 Hakuna Matata é tão lindo dizer...
posted by TRUNKAEL H MAIRS 12:35 PM Divague ( ) ou | Quinta-feira, Junho 12, 2008 Olá Senhor Valentino
Quando assisti novamente “A Viagem de Chihiro” me ative a um detalhe que me comoveu, o amor entre a Chihiro e Raco. Logo tive aquele sentimento de êxtase e pensei em várias coisas que eu poderia escrever sobre isso, inclusive voltando à minha infância para lembrar de como era bom ter uma namorada na escolinha, alguém que você dava a mão na hora do recreio. Antes de existir em nossa mente infante toda essa história de beijos e carinhos, bastava você gostar e dar a mão. Também não existia a palavra “namorada” até então, são os adultos que nomeiam a situação, o que acaba levando a um repúdio imediato em alguns casos. O amor da infância é o mais puro pois não há ímpeto sexual, não há interesses racionalizados, não exige nenhuma responsabilidade. Você gosta de lanchar ao lado da mocinha e isso parece-lhe a coisa mais saborosa do mundo. Mas então esqueço todo o sentimento que o filme me trouxe quando lembro que hoje é dia dos namorados e estou sozinho novamente. Acho que só um ano em minha vida que estava namorando nesse dia. Todos os membros de minha república namoram, todos os meus sócios namoram, eu novamente namoro a solidão e bebo com ela a noite inteira para celebrar mais um ano juntos. Apesar de acostumado com essa sina ainda tento mais uma vez e tomo um fora de alguém que eu gostaria de viver o resto de minha vida. É engraçado como eu consigo desistir facilmente das pessoas, e logo no outro dia acordo cheio de esperanças. Era mais fácil esquecer logo tudo isso e levar minha vida como se eu fosse um marciano assexuado. Mas não sou, e descubro que ser humano se resume em ser fraco para os desejos e sentimentos. Se quero não deveria ter que justificar, mas se justifico não é o suficiente. Se acho alguém que se parece comigo, o jogo de sedução se torna um jogo mesmo, como se fosse uma disputa acirrada pela razão. Mas seguindo conselhos da guru do amor resolvo que não quero mais ter razão, e quando acho que esse era o ponto final, a afirmativa se torna parte do jogo. Definitivamente a racionalidade tem grandes defeitos. Por que não resolver logo isso tudo e ver no que dá? Não pontuarei mais as possíveis razões, pois ao contrário do que pareceu no post anterior eu não sou vidente, inclusive não tenho agenda. Quando falo coisas complicadas eu erro, pareço prepotente, quando falo de coisas simples também estou errado, pois parece parte de algum plano elaboradíssimo, que não faço a menor idéia de como funcionaria. Quando falo que desisto também me perco, pois desistir de algo se torna só um chamariz, que inclusive é ineficaz. Se eu sou o problema, então devo desistir de ser eu mesmo, e mergulharei na corrente de idéias óbvias, pois se não encontrar mulher interessante, pelo menos encontro uma bonitinha pra me dar a mão na hora do recreio. posted by TRUNKAEL H MAIRS 9:19 PM Divague ( ) ou | Quarta-feira, Maio 28, 2008 Acorda Alice!
As vezes faço como Antônio e viajo no tempo, mas não daqui a 50 anos, vou ali um pouquinho mais perto, apenas 2 anos a frente de nosso tempo, só pra bisbilhotar um pouquinho o futuro meu ou de outro. O meu futuro não é tão difícil de adivinhar, mas de vez enquando tenho algumas surpresas interessantes, como a súbita vontade de deixar pra trás tudo se que se conhece como Rafael. Mas é só uma vontade mesmo, pois durante o lapso de consciência disso, já me nasce outro eu igualzinho ao antigo. Mas visualizando o próximo tempo de outros é me divirto, meio culpado, meio apreensivo. Há gente que voltará de onde veio, há gente que se rebelará contra si mesmo, e também há quem cairá na real, que é o mais comum de acontecer a todos. Como disse Sabrina, é interessante ver as pessoas passarem por aquilo que já passamos um dia, assisti-las num tipo de mudança gradual que vai da magia dos contos de fada à mais cruel das realidades. Num momento se defende e diz esperar, em outro se desespera para agarrar o mundo do jeito que é de verdade, pois cedo ou tarde acaba descobrindo que é o máximo que se pode ter. São apenas possibilidades, claro, mas me parece tão vívida que é como se já acontecesse. O mundo não acaba quando você descobre que Papai Noel não existe, assim como na acaba quando se deixa de acreditar em contos de fadas, acabaria se provássemos a inexistência de deus? Tão pouco. Portanto não é difícil prever o caminho de alguém, você olha um pouquinho para o passado, compara com o presente e simplesmente prevê, como se fosse um vidente. Paramos de tomar chá com coelhos falantes, mas passamos a encarnar nós mesmos uma rainha de copas. Demonstrar a realidade crua é sempre uma agressão. Isso não é tão visível na violência massiva que a mídia nos trás, pois nos parece puro entretenimento, como a novela das oito. Mas se tudo é desilusão, por que não concordar de uma vez em embarcar numa vida árida e sem graça? Essa nossa capacidade de sonhar, de ser super heróis, príncipes e princesas. Pegamos o que está dando certo e colocamos o por cima, a podridão de nossa vida colocamos abaixo do tapete pra ver se dá pra esquecer. Mas um dia a gente acorda. Definitivamente. posted by TRUNKAEL H MAIRS 8:47 PM Divague ( ) ou | Segunda-feira, Abril 07, 2008 “Se saio de casa, quando volto estou ainda mais triste”
Ainda no domingo, depois que a galera volta da festa me encontro com os bêbados de olhos pequenos. É bem estranho quando se está são na ala dos bêbados. Seria mais fácil se eu estive com a consciência alterada também, assim poderia rir de qualquer besteira sem ficar pensando o quanto é inútil viver aquele estilo de vida. Alguém fala sobre o cigarro, o grande companheiro das esperas. Comento que o cigarro só acalma um pouco nossa aflição, como se estivéssemos tentando preencher nosso vazio interior com aquela fumaça. No final percebemos que tudo que fazemos é para distrair o peso de nossa existência. E junto àquele grupo cambaleante continuo filosofando, estamos ali por que não encontramos o amor, estamos ali por que não temos paciência para tolerar os defeitos alheios, estamos ali por que ali ninguém espera de nós mais que nossa companhia e boas risadas. O grupo parece se desanimar, mas continuo. A amizade é importante, mas também nos mantém inertes na nossa busca, um bando de seres carentes que se encontram pra beber só podem estar escondendo algo. Seja o medo de ficar só, ou o medo de amar. Será que é mesmo o amor a resposta para nossa vida? Deveríamos procurá-lo, ou simplesmente esperá-lo? A espera parece muito longa, enquanto bebo até cair pareço só um personagem de um conto de Luiz Vilela, que conversando com seu cachorro, admite que não sabe por que está indo beber, pois quando volta está mais triste do que quando saiu. No final dos devaneios não há muitos comentários, o ar só fica pesado como se os pensamentos de todos o tivesse deixado mais denso. Uma verdade, todos concordam, mas uma conversa que não dará muitos frutos, pois afinal ninguém ali sabe ao certo como preencher o vazio. Para mim parece que é com amor, mas o amor sempre passa longe, ele foge como seu eu fosse um psicopata querendo estrangulá-lo. Decido então que não mais o caçarei, mesmo que caia ainda mais fundo nesse poço, admito que desisto de procurar alguém que queira me entender. posted by TRUNKAEL H MAIRS 11:26 PM Divague ( ) ou | Segunda-feira, Março 24, 2008 O Dilema do Ouriço
Obviamente essa afirmativa não é exclusividade minha, creio que todos nós somos de certa forma ouriços, só que alguns não tem tanto medo dos espinhos alheios. Infelizmente não é o meu caso. Passei toda a minha adolescência fugindo das pessoas, evitando qualquer contato para que eu nunca machucasse ninguém e nem fosse machucado. Mas a vida acaba nos ensinando coisas importantes no caminho: “Se não se aproximar dos outros, nunca será traído e nem machucará ninguém... Porém nunca vai conseguir esquecer a solidão...” Uma hora ou outra a solidão se torna insuportável, e acabamos por desistir de parte de nossa armadura protetora para receber outras pessoas em nossos corações. Nessa empreitada tudo que sabemos é que vamos nos decepcionar, mas tendo arriscado uma vez, nunca mais voltaremos a clausura de nossa alma. Tudo que conhecemos em relacionamentos é a decepção final, é praticamente impossível não se decepcionar com as pessoas, não por que todas elas são aptas a nos trair, mas simplesmente por que cada um tem uma filosofia de vida diferente. O que pode ser de extrema importância para mim, talvez não tenha importância nenhuma para você. As prioridades que escolhemos são parte de nosso comportamento, os objetivos que buscamos representam nossa identidade, os caminhos que escolhemos para chegar até eles, moldarão nossa personalidade. Observando esses fatores dá pra se ter uma visão geral de como a pessoa se relaciona com o mundo. Mas ainda há a nossa natureza, parte indecifrável de nossa alma, elemento que mal conhecemos o nosso e que seria impossível conhecer o do outro. A nossa natureza é selvagem, foge da racionalidade, ela controla tudo por trás de nossas decisões, se baseando em todos os nossos medos primitivos e vontades suprimidas. Se para conhecer a si mesmo, e aceitar nossa natureza, já é tão difícil, imagine aceitar a personalidade alheia? Não podemos ter a prepotência de achar que podemos entender as pessoas, pois não conseguimos nem nos entender. O relacionamento estável onde desabrocha o amor é feito unicamente da tolerância, aceitando as divergências de opinião e evitando as comparações inúteis entre seres tão singulares. posted by TRUNKAEL H MAIRS 3:25 PM Divague ( ) ou | Terça-feira, Março 18, 2008 Bússola Dourada o livre pensamento para crianças
Uai, essa instituição parece bem bacana não é? Mas no Vatican... quer dizer, Megesterium, ouvimos outro tipo de conversa. Uma conversa conspiratória, ilustrando o por que esses padres e pastores querem dominar a educação das crianças: para obter a autoridade absoluta! “Se ele conseguir provar a existência destes outros mundos, vai contrariar séculos de ensino. Haverá sempre livres pensadores e hereges. A menos que lidemos com a raiz do problema. É por isso que o trabalho da Sra. Coulter é tão importante. (...) Os doutores em Bolvangar estão perto de aperfeiçoar a vacina contra os efeitos da Poeira. Se conseguirmos proteger as nossas crianças da má influência da Poeira, antes que os seus dimmons atinjam a maturidade então teremos gerado uma geração que estará em paz consigo própria. Uma geração que não voltará a questionar a nossa autoridade.” Bom, será que estão falando de Galileu e das cruzadas missionárias? Ou será que estou confundindo as histórias? Enquanto eu assistia a Bússola Dourada eu simulava uma guerra contra as Crônicas de Narnia. São dois filmes bonitinhos, mas enquanto Narnia fortalece uma religião, a Bússola Dourada derruba. Se C.S.Lewis quer catequizar, Philip Pullman Liberta. Se vocês acham que estou sendo duro demais com o cristianismo escutem essa. Enquanto tentavam tirar os dimmons das crianças, evangelizando-as para sempre, me lembrei imediatamente de uma frase proferida pelo personagem de Edward Norton no filme “Despertar de uma Paixão”. Na ocasião ele estava na china no meio de uma epidemia de cólera. Sua mulher dizia que admirava as freiras por fazer um trabalho voluntário tão bom com as crianças, ele retruca dizendo que as freiras até compram crianças nos braços de jovens mães: “- Também vão a jovens mães nas suas casas. Estão pedindo que dêem os seus bebes ao convento. Oferecem-lhes dinheiro para sustentar as famílias para as persuadirem a fazê-lo. As suas freiras não estão só aqui para gerir o orfanato. Estão a tornar essas crianças em pequenos católicos. Nenhum de nós está na China sem uma razão.” Vejam só, o cristianismo também rapta crianças para salvá-los da poeira não é? Que coisa mais estranha, e todo mundo achando linda a evangelização missionária. Tadinhos dos pequenos, não podem nem escolher continuar com seu dimmon, sua poeira, seu avatar ou pensamento livre. Condicionados a obedecer um todo-poderoso, são incapazes de futuramente questioná-lo. Concluindo... A Bússola Dourada me fez sentir nojo das Crônicas de Nárnia. posted by TRUNKAEL H MAIRS 3:29 PM Divague ( ) ou | Domingo, Março 16, 2008 O desfecho
Dessa vez ele não conseguia esboçar um sorriso simpático, só uma risadinha cínica, típica de quem está em desespero. Colocou muito açúcar pra ver se deixava a própria vida mais doce. Vislumbrou seu reflexo depressivo no café, saboreou sua dor. Perambulou um pouco pela padaria com sua xícara na mão, saiu e fumou um cigarro com formato de amargura. Achou poético não ter que pagar por saborear a própria dor. Ao voltar pra casa poderia florear mais sua poesia sentando por um tempo no banco da praça, mas resolveu que o cansaço não é tão poético e adormeceu um sono profundo, acordando dentro dos Fossos da Morte de Rath. posted by TRUNKAEL H MAIRS 5:26 PM Divague ( ) ou | Sábado, Março 15, 2008 Sobre as personalidades que usamos para encontrar nossa própria
Na cidade de Nintendo World 1, no Universo On Line, começa nossa história, onde viviam duas famílias inimigas: os SSJ e os UD! Todos os dias havia provocações e brigas entre pessoas dessas famílias, até que o rei “Anonymous 1” resolveu acabar de uma vez por todas com aquela confusão... Assim começa uma das tantas histórias que se passava no planeta NW. Nos primórdios da internet não existia nada além das salas de bate-papo da UOL. Por incrível sorte eu encontrei uma sala de RPG do meu anime favorito na época: Dragon Ball Z. Você chegava a qualquer hora e tinha pessoas lutando, conspirando, alistando guerreiros. Depois de dar um golpe de estado no clã onde eu era vice-presidente eu dava início a uma idéia mais ambiciosa, dominar a NW. É claro que isso tomava tempo, mas pela minha falta de socialização aqui no mundo real, não foi difícil ganhar alguma influência ali. Eu era um típico nerd, estava na internet justamente por não ter com quem sair pras baladas no auge dos meus 15 anos. O RPG on-line era a melhor forma de socialização que eu tinha, era lá que eu fazia amigos, namorava, abrandava guerras diplomaticamente. Hoje eu gritaria bem alto para esse antigo Rafael: “Acorda pra vida meu filho, você NÃO é o Trunkael, existe um mundo enorme aqui fora” Mas não é bem assim, aquela minha vida virtual me ensinou muita coisa, creio inclusive, que eu não teria voltado meus olhos ao mundo real se eu não tivesse a experiência do quanto é divertido interpretar aquelas histórias. Eu vim para o mundo real com a vontade de fazer da minha vida uma eterna aventura, assim como na NW ou nas minhas várias sessões de RPG com meu clã I.S. (esse de RPG de mesa mesmo, pessoas reais, livros reais, velas, vinho, etc). Em resumo, Trunkael era muito mais vivo do que eu, tinha muito mais presença, era a pessoa que eu gostaria de ser aqui fora, e veja bem, tirando os super poderes, me transformei nele. Minha forma concentrada de mim mesmo anda pelo mundo real depois de ser formada e transformada dentro de um mundo imaginário. Experimentei tantas personalidades em meus jogos que me tornar mais simpático e empático foi algo natural. Obtive mais auto-conhecimento quando meus personagens apontavam meus erros. O RPG me ajudou a perder o medo, a timidez, a inércia. Me fez perceber que para mudar o mundo, começamos mudando nosso ponto de vista. Mas afinal, mudei para chegar a nível de um personagem, ou me revelei ser tal personagem? Quem era mais real, o antigo Rafael tímido e medroso, ou o guerreiro Z? As vezes acho que sempre fui esse personagem, alguma força misteriosa que o prendia num lugar quase inacessível dentro de meu inconsciente, felizmente o RPG me ajudou a libertá-lo. posted by TRUNKAEL H MAIRS 9:16 PM Divague ( ) ou | Prelúdio
Já tomei decisões muito mais importantes em minha vida sem ter que experimentar a hesitação. Mudei de cidade, larguei emprego, montei minha empresa. Basicamente tudo que eu poderia fazer dar certo sendo protagonista dos acontecimentos não me dá medo. Mas quando tenho que esperar a decisão de outra pessoa todas as minhas incertezas vem à tona. O mais interessante é que nessas pequenas jogadas, justo essas que não posso controlar as variáveis, são as que nada tenho a perder. É uma aposta que nada tenho que pagar (constrangimento e aumento de complexo de inferioridade não são moedas tão importantes). Ganhando tenho o mundo em minhas mãos, terei todos os meus problemas resolvidos, a felicidade vem instantânea. Pelo menos até a próxima semana. Sempre dou valor a essas pequenas coisas, pois me parece que elas são mais determinantes em minha vida do que qualquer outra. Tento deixar de pensar no momento propício, tento não decorar um discurso, tento deixar as coisas rolarem. Mas elas não rolam, tenho que agir. Se eu levar um fora... walk on posted by TRUNKAEL H MAIRS 2:10 AM Divague ( ) ou | |
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