Sexta-feira, Novembro 28, 2003


(7:59:45)
Abriu os olhos. (Pegando a mania de BM)
"Onde estou?"
Milhares de pensamentos, resquícios dos sonhos que cessaram no momento em que a consciência voltou ao cérebro, ainda vagueiam pela mente, a confusão é absurda, quase que irreal.
"Quem sou eu?"
Um leve lembrança sobre os dias anteriores e os últimos acontecimentos importantes.
"Que dia é hoje? Será que tenho que trabalhar? Será Hoje segunda ou sexta? Quantas horas são?"
Lentamente tudo vai voltando a ser como antes, as lembranças voltam para sua mente, e a identidade se forma novamente, alguns pensamentos típicos de pessoas insanas invadem sua cabeça:
"Será que tenho múltiplas personalidades?"
"Será que fui abduzido?"
"Na certa acabei de acordar da Matrix"
"Consegui finalmente sair da cidade das sombras"
Mas não era nada disso, simples acontecimentos podem realmente mudar a visão que uma pessoa tem do mundo, mas essa grande confusão que torturava sua mente não era comum. Pela primeira vez ele percebeu que tinha uma outra pessoa dentro dele, era algo tão extraordinário e impensável que ele sorriu, se levantou da cama e olhou para o relógio.
(7:59:59)
(8:00:00)


Livro - Um - Richard Bach

Capítulo 10, eu acabara de ler, e meus olhos lacrimejaram. Nunca havia lido tanta verdade e sabedoria em apenas um capítulo. É sobre a religião no mundo. Principalmente sobre o quão as religiões são destrutivas. Mais um ponto pra você BM. Tão interessante se mostra a visão do sábio Jean-Paul le Clerc, que resolvi copilar aqui, a maior parte desse capítulo, para que todos vejam a sabedoria de Le Clerc, o dom da oratória e retórica perfeita, parecia o Sócrates tirando a verdade do fundo da mente de nossos protagonistas, e, felizmente, conseguindo.
É grande para ser lido em um Blogger, por isso aqui vou deixar apenas um link: Capítulo 10.

Apesar desse, ser o capitulo mais interessante, não é o único que me chamou a atenção. Eles conseguiram dar solução para os principais problemas do mundo (leia-se guerra e destruição ambiental), em um capítulo a guerra se transforma em jogos internacionais, onde muito dinheiro rola, mantendo a paz mundial sem necessidade de militares. Em outro capítulo, diz que os humanos chegaram a um ponto tecnológico tão culminante, e com a depredação ambiental tão grande, que eles criaram robôs enologistas, espalharam eles pelo mundo e o restante dos humanos se suicidaram, dando assim, finalmente a vitória para o planeta terra, que agora não tinha mais os parasitas, mas sim os anticorpos para cuidar de sua fauna e flora.
São meio umbiguistas em determinados aspectos, e, sim, muitas vezes eles tentam enfiar suas idéias em nossa cabeça, mas fizeram um ótimo trabalho.

Um dos melhores livros do ano




posted by TRUNKAEL H MAIRS 1:06 AM

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Quarta-feira, Novembro 26, 2003


Filme - Contato, com Judie Foster

Um dos melhores filmes que assisti essa semana, é beeem antigo. Dra Array (Judie Foster) sempre foi fanática por rádio comunicação, e foi trabalhar no projeto SETI (busca por extra-terrestres), ninguém levava a sério essa idéia, mas ela acabou recebendo um sinal da estrela Vega. Esse sinal era a primeira transmissão televisiva de longo alcance do mundo, era um discurso de abertura da temporada de jogos, feita pelo famoso Hittler (nosso embaixador cósmico como disse uma mulher lá). A transmissão também estava codificada, e eles conseguiram decifrar para descobrir uma máquina de teletransporte interplanetário utilizando o tubo-de-minhoca de Einstein. A primeira máquina foi explodida por um fanático religioso e na segunda a Dra Array era a escolhida, e algo aconteceu.

Ela foi levada pra longe e viu muitas coisas. Mas não pode provar, dai você escolhe o final do filme. Céticos diriam que ela apenas sonhou com tudo, e entusiastas acreditariam em cada palavra dela.

O mais interessante do filme, são os conflitos religiosos e ideológicos envolvidos, tudo fica resumido em uma questão de fé. Deus é muito discutido ali, e acaba que nos dá perguntas muito pertinentes quanto ao grande arquiteto. Se existe vida em outros planetas, isso coloca em cheque a maioria dos Deuses que 95% das pessoas no mundo acreditam.

Ótimo filme.

Livro - João Capelo Gaivota - Richard Bach

Livro leve, interessante, e conta a história de, adivinha, uma gaivota! Sim eu também me surpreendi ao perceber que era uma fábula, e como todas, ela vem com uma moral: "Seja o melhor", "Almeje a perfeição" e coisas do tipo.
Algumas partes me chamaram atenção por parecerem muito com a mensagem passada pelo primeiro livro que li por espontânea vontade: "O infinito poder da mente".
Poderia pegar os dois e resumir em apenas uma frase:
"Com força de vontade você consegue tudo, basta agir como se o almejado já estivesse sido alcançado."

Bom livro, e fácil também, o li em apenas uma hora e meia.

Crenças

Hoje um sujeito religioso da loja ao lado, que gosta muito de conversar comigo, estava mais uma vez fazendo um comentário sobre O Mundo de Sofia (que eu o recomendei), e novamente ele comparava com a bíblia, e falava de Deus, e etc...
Claro que eu não diria a ele tudo aquilo que digo aqui na net, pois do contrário eu seria tachado de ateu ou satanista, e ninguém mais locaria filmes na minha locadora.
O fato é que ele falava tudo com tanta convicção, que ele realmente poderia fazer alguém acreditar cegamente em suas crenças, isso eu achei extremamente interessante.
Algumas vezes eu fazia perguntas inoportunas para faze-lo se enrolar nas próprias palavras, mas ele acaba dando uma resposta (que, é claro, não satisfazia a pergunta) que o fazia se esgueirar novamente, ele me pareceu tão convicto, que eu nunca teria argumentos o suficiente, para faze-lo acreditar que Deus seja uma criação humana para dominação das massas. Assim como ele nunca me faria acreditar que Deus é um ser, eterno, perfeito, onisciente, onipotente e onipresente (não com tantas contradições e contrariedades) e por isso eu quase que só o escutava, até que ele falou algo que me chamou a atenção, utilizou então essa metáfora para explicar o suicídio:
"Digamos que Deus seja um poste de luz, e tua luz ilumina um raio onde nascem os seres humanos. Enquanto nós estamos por baixo dessa luz, ou seja, estamos crendo e louvando a Deus, nos estamos amando a vida, por que a vida não nos pertence, ela pertence a Deus (nesse momento eu fiz o, quase irônico, comentário de que é por isso que Ele nos a tira na hora que bem entender, não importando se somos totalmente bons aqui na terra. E ele se esquivou desse comentário e continuou) quanto mais nós nos afastamos da base dessa luz, mais vazia fica nossa alma e nosso espírito (gostaria de saber se há diferença) e por isso perdemos a noção do quanto a vida é valiosa, e a idéia do auto-extermínio vem à nossa mente."
Foi quase com essas mesmas palavras que ele falou. E, bem, eu concordo com ele nesse aspecto. É melhor acreditar em um Deus, teoricamente, inexistente, e manter a sanidade, do que perceber o quão sós nós estamos nesse gigantesco universo, e acabar perdendo a vontade de viver.




posted by TRUNKAEL H MAIRS 12:05 AM

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Sábado, Novembro 22, 2003


Eram 3 da manhã, ele olhou para janela mas não tinha atinado para o fato dela estar aberta, e com a quantidade de alcoo em seu sangue ele não perceberia se tivesse um elefante sentado em frente seu computador para atualizar um blog. Realmente ele não estava bem, sentia ansia de vômito, tentava controlar os movimentos, mas tudo era muito instintivo, olhava ao redor e tudo paracia tão comum e tão surreal ao mesmo tempo que aquele figura sombria que estava em pé ao seu lado poderia ser uma alucinação.
Mas não era
A figura pálida sentou a seu lado na cama, e ele sem saber diferenciar sonho da realidade ficou olhando para aquele rosto cadavérico como se apreciasse uma obra de arte. E ela fazia o mesmo, acariciando seu rosto. A imagem dela ficava disforme por alguns instantes em que ele pensava que iria desmaiar novamente, mas se mantia, piscava os olhos para tentar entender melhor o que se passava por ali.
A faca então atravessou sua garganta, e o sangue começou a entrar para seus estomago e pulmões, ao mesmo tempo que saia em esguinchos manchando o rosto pálido que o salvou. Ele engasgou com o sangue várias vezes até que finalmente não podia mais aguentar.
Morreu. E não foi de dor ou agonia, nem medo ou parada cárdiaca. Morreu afogado no próprio sangue. O ultimo pensamento que ele teve foi justamente esse: "Como é poético morrer afogado no próprio sangue sem sentir a dor da morte, mas sia seu perfume".




posted by TRUNKAEL H MAIRS 1:53 AM

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Sexta-feira, Novembro 21, 2003


Dia-Dia

Acordei 10:30h novamente, fiz isso toda a semana após ter quase jurado que começaria acordar às 7:30h. Acordar tarde, almoçar, trabalhar, estudar, jogar age of mithologyc, entrar na net, dormir...
Rotina.
Parece que a semana só serve como fel, para o mel do fim de semana. Mas os fins de semana também não são diferentes. Mesmos lugares, mesmas pessoas, mesmas bebidas...
Rotina.
Um homem que vive em rotina é um homem morto. Eu estou morrendo. Esta sociedade hipócrita enfia em nossas mentes que a vida é assim: trabalho, um pouco de diversão e mais trabalho. Caimos em um circulo vicioso, e os dias vão ficando cada vez mais iguais, por vezes demorarm a passar, mas no final da semana sempre temos a mesma sensação: a semana passou rápido, perdemos mais uma semana em nossas vidas.
A rotina degenera a alma.




posted by TRUNKAEL H MAIRS 2:47 AM

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Quarta-feira, Novembro 19, 2003


Filme - Seven, Os sete crimes capitais

Eu assisti esse filme pela primeira vez faz mais de 5 anos, e resolvi relembrar.
Um detetive se aposentando, e outro que chega na cidade para substitui-lo, e um novo assassino a solta. Esse assassino começa a vazer suas vitimas, 5 cada uma morta por seu próprio pecado. Gula, Cobiça, Preguiça, Luxuria, Soberba. E o final magnifico, aparecem os dois ultimos corpos, causados pela inveja e pela ira.
É um filme magnifico, com atores magnificos: Brad Pitt, Morgan Freeman e Kevin Spacey. Vale falar também das grandes referencias bibliográficas, e da meticulosidade do assassino. De longe, o cara mais niilista que já vi.
Se você ainda não assistiu está ai uma bela obra de suspense policial.




posted by TRUNKAEL H MAIRS 12:58 AM

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Terça-feira, Novembro 18, 2003


Chuva

Adoro a chuva. Hoje voltei pra casa na chuva, eram umas 10 horas da noite e minha aula estava acabando, os raios partiam o ar causando trovões, e as gotas d´água começavam a cair, peguei minha mochila e desci, comi um cachorro quente e comecei minha peregrinação para casa. Aqueles 5 kilometros que me separam do mundo. E a chuva caia sobre meus ombros, molha minha blusa, minha calça, minha mochila, meu corpo, minha alma.
Não me lembrava o quanto a chuva era boa, era reconfortante, como se ela acariciasse meu ombro e dissesse: "está tudo bem Rafael, logo tudo se resolverá".
Andei por cerca de uma hora sob a fina chuva, carros passavam pra lá e pra cá, alguns passavam por poças d´água e me molhavam, e como era bom a sensação da água batendo na calça, e dizendo: "não pode me deter". No final já estava dando paços largos nas poças d´água e chutando a enxurrada, esperimentndo toda aquela água invadindo meus sapatos e minha mente.
E mesmo eu rezando para que a chuva aumentasse, e realmente me lavasse por intereiro, ele permaneceu fraca e complacente, como se esperasse eu chegar em casa para despejar toda sua ira sobre o mundo. E foi o que aconteceu, enqaunto eu tomava banho a chuva começou a cair com ira sobre a terra, lavando a "anima mundi" e dessa chuva não tive o toque, pude apenas observar de longe ela caindo em rajadas sobre a terra.




posted by TRUNKAEL H MAIRS 12:50 AM

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Quarta-feira, Novembro 12, 2003


Itabira - madruga da ultima segunda feira (10/11) - em um bar dois homens morrem.

Não, eu não estava lá, e não importa o quanto as informações são verdadeiras, vou contar como eu acho que aconteceu.
Os dois amigos estavam jogando sinuca em um bar no bairro amazonas. Duas mulheres entraram, e é cllaro, os dois foram pra cima, convidaram para uma bebida e tals, conversaram um pouco. Um terceiro sugeito, se aproximou dos dois, e caçou confsão (tudo indica que seja pelas mulheres) e como os 2 amigos não tinham nada a perder, eles encararam o sugeito, mas não houve briga. No entanto o sugeito falou que voltaria para matar os dois. E foi isso que fez, meteu uma bala na cabeça de cada um. O dono do bar não sabe quem foi, as mulheres não sabem quem foi, aposto que nem Deus sabe quem foi. Bom, isso não interessa, o que importa é que os dois morreram ali.

Vejamos que enquanto jogavam sinucas eles conversam o quantoe stava sendo dificil sustentar uma familia (digamos que eram casados e tinham filhos, sairam apenas para brincar). Sim, fazer investimentos, ter cuidado como quem pode confiar, ter boas relações com os irmãos, programar o lazer no fim de semana, e sim, sonhar com o futuro... uma velhice tranquila e filhos na faculdade.

Não

É uma pena que não poderam mais pensar no futuro, e nem no passado, muito menos no presente, pois um sugeito meteu um tiro na cara de cada um, não tem mais história, tudo acabou, deixou para trás familia, parente e sonhos, principalmente sonhos. Daqueles que tanto pensavam no futuro, que a vida no presente era só pra programar o que faria amanhã, e amanhã o que faria depois de amanhã. Não viveu, e logo morreu.

Poderia quem sabe, se dar bem nos negocios, começar a ganhar mais e dar uma vida confortavel, mas não, eles morreram, estão mortos, não tem mais sonhos. E o sugeito? Não sei, deve tá bebendo a mesma pinga de ontem, e provavelmente no mesmo lugar, pouco se lixando para oq aconteceu com a alma dos dois amigos, pois eles estavam com duas mulheres, e ele sem nenhuma, logo eles mereciam morrer. O que um sugeito merece?

Cadeia? Não importa, as vidas não voltaram, e ele mesmo se vivesse pela eternidade, nunca vai pagar os sonhos perdidos das pessoas que ele matou tão friamente.




posted by TRUNKAEL H MAIRS 12:19 AM

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Sexta-feira, Novembro 07, 2003


Livro - O Encotro Marcado - Fernando Sabino

Um livro interessante, conta a história de Eduardo e nada mais. Conta também a minha história, e possivelmente a sua, mas isso não importa muito. O fato do leitor ficar intrigado com o quanto pode se parecer com o personagem não conta muito, quase todos os livros são assim. Mas esse é um bom livro. E não pude deixar de rir, quando no final, aconteceu o mesmo que acotnece no mundo de Sofia, um sujeito esquesito, diz ao protagonista que ele é apenas um personagem de um romance.
Interessante.
A outra parte interessante é essa freze, que já foi citada na Filosofia a la Black:
"De tudo, ficaram três coisas: a certeza de que ele estava sempre começando, a certeza que era preciso continuar e a certeza de que seria interrompido antes dde terminar. Fazer da interrupção um caminho novo, da quada um passo de dança, do medo uma escado, do sono uma ponte, da procura um encontro."

Filme - O Vingador - Com Vin Diesel
Não gostei do filme. Primeiro, começa como mais um filme de ação-burra, rola simplesmente tiros e vontade de vingança por todo o filme, e no final, apenas no final, que o filme mostra que pode ser inteligente, que tudo fora uma armação. E isso tb é ruim, por que quem procura filmes desse tipo, normalmente não vai entender o final. Explico. Vin Diesel prendeu o chefão das drogas. O novo chefão matou a mulher do Vingador. Ele foi atrás do sugeito, compactuou com o primeiro chefão, matou um bocado de gente atoa, e no final descobrira que foi usado para que o primeiro fosse solto. Simples.
Um bocejo cinematográfico.




posted by TRUNKAEL H MAIRS 11:49 AM

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Quinta-feira, Novembro 06, 2003


O ultimo post foi muito vago, e justamente por isso, eu venho aqui para falar oq eu realmente queria falar sobre o Ensaio da Cegueira. Eu já até tinha comentado, mas não dei ênfase. É sobre a seleção natural. Muitas pessoas morreram. Os fracos morreram. Os Fortes sobreviveram. E voalá. Está ai a receita de uma humanidade mais forte. Seleção natural novamente atuante, matando a todos que não tinham condições de se sustentar em tragédias. Pode parecer desumano dizer, mas parece que é disso que o mundo está precisando agora.




posted by TRUNKAEL H MAIRS 1:34 AM

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Quarta-feira, Novembro 05, 2003


Livros - Ensaio sobre a Cegueira - José Saramago

Um homem no taxi de repente cegou. Não via mais além de um branco absoluto. O mal branco havia começado.
Cada uma das pessoas que se aproximaram desse homem cego, também contraiu a doença, e logo, todos da humanidade estavam cegos, apenas a mulher do médico ainda via.

Mal podemos imaginar como seria um mundo sem os olhos, e esse livro exemplifica muito bem como seria. Pessoas morrendo, comida acabando, lixo, fezes e cadáveres pelas ruas. O mundo, não mais como um bom lugar para viver, mas sim, sobreviver.

O que teria causado esse mal branco?
Ninguém sabe.
Será um castigo?
Ou talvez uma benção.

Parte das mais interessantes de todo livro. Foi quando a mulher do médico, unica que ainda via, foi descansar na igreja, e chegando lá, viu que Jesus Cristo e todos os santos tinham os olhos vendados. Um pano branco nas imagem, ou uma grossa pincelada de tinta nos quadros.

Já que nenhum dos personagens tem nome, fica fácil trazer para nossa realidade, aquilo que ali aconteceu. Como fariam se toda a humanidade ficasse cega?

Eu digo que foi uma lição. Uma seleção artificial, feita por "alguém" que estava cansado de um mundo hipócrita. De que vale as horas para escolher a cor de suas blusas, se agora não mais consegue ver?

Não posso deixar de citar um paralelo com nosso amigo Tyler Durden (Clube da Luta) na parte de sacrifício humano. Por quanto tempo essas pessoas deixaram de pensar em coisas supérfulas, para correr atrás de seus verdadeiros sonhos.

Um livro explendido. Por vezes real, trágico, cômico e em sua maioria, triste. Mas vale para que repensemos no quanto vale nossa vida, se não tivéssemos olhos para ver.




posted by TRUNKAEL H MAIRS 11:45 AM

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Segunda-feira, Novembro 03, 2003


Acordei hoje de maneira muito diferente, primeiro por que eram apenas oito e quarenta, mas só olhei para o relógio depois que percebi que havia um pequeno pássaro pousado dobre meu dedão do pé direito. Estava inquieto, pulou para o dedão do pé esquerdo, de certo ele não sabia distinguir, na verdade nem sabia que os dedos se chamavam dedos, mas não vou me ater a esse tipo de pensamento. Foi então que olhei o relógio, e nos digítos firmes pousavam 8:41, olhei novamente para o pequeno pássaro que sobrevoo meu quarto, e abri a cortina. Ele vôo para fora pelo quebra vento.

Resolvi fazer algum exércicio, e foi basicamente isso - e o episódio do pássaro - que diferenciou esse dia de todos os outros - e talvez seja por isso que aqui estou escrevendo sobre o mesmo. Fui para locadora passar as próximas 6 horas de meu dia, e entre um cliente e outro eu estava a ler: Ensaio sobre a cegueira, de José Saramago. Comecei a lê-lo no final da semana passada, e não estava nem na metade. Era um livro de pouco mais de trezentas páginas, mas quase sem nenhum espasso entre uma linha e outra, e tem páginas inteiras sem parágrafos.

Básicamente meu dia se passou por esse livro, e enquanto estava na locadora a atender clientes, ou mesmo quando estava no cursinho em plena aula de matemática, minha mente continuava cefga ao mundo real, e absorta em um livro sobre os cegos. Acabou a aula, e acabou a leitura. Tentei, do lado de fora, continuar a ler o capítulo, mas meus olhos não mais viam como antes. Em um sentia uma certa irritação, e o outro não enxergava direito, como se eu acabasse de acordar. No primeiro instante veio uma tola idéia de que eu também estava prestes a cegar, mas de tão séria, a idéia me pareceu ridicula. E logo pensei em outra alternativa. Em minha mente eu estava na frente de um negro, que poderia se chamar Morpheus, e eu o perguntava por que meus olhos doiam. Ele sem mais delongas respondeu que, eu os nunca havia usado.




posted by TRUNKAEL H MAIRS 11:11 PM

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