Sábado, Janeiro 22, 2005


Hakuna Matata

Normalmente minhas férias são entediantes, parece que o fato de não ter como encher meu dia acaba me cansando mais e por isso mal posso esperar para voltar às aulas. Nesses últimos dois anos eu tentei transformar minhas férias em algo produtivo lendo livros e escrevendo, o que não mudava em nada a monotonia de ficar à toa. Nessas férias os planos foram outros, e posso resumir na tão conhecida filosofia de vida de Timão e Pumba. Não tenho feito nada especialmente útil (ou seja, não tenho lido nem um livro sequer), praticamente só assisto filmes e saio aos fins de semana. Nessa ultima semana eu viajei para Guarapari em Espírito Santo, e aproveitei a melhor semana de praia que eu me lembro, e só foi assim porque eu me livrei de todas as preocupações que afligem um adolescente na praia para relaxar totalmente, segui uma rotina simples e leve, que consistiu em acordar tarde, ir pra praia, beber cerveja, dormir, assistir toda a programação noturna da globo (até BBB) sair, beber e dormir. Essa foi a grande semana de férias, pois me despi de todas as responsabilidades e preconceitos de mim mesmo, deixei minha filosofia de lado e baixei a guarda, resumindo estou renovado (além de moreno e sarado, como diria Dapirueba ^^)


posted by TRUNKAEL H MAIRS 12:12 AM

Discorde ()


Terça-feira, Janeiro 11, 2005


Como nasce um paradigma

Um grupo de cientistas colocou cinco macacos numa jaula, em cujo centro puseram uma escada e, sobre ela, um cacho de bananas. Quando um macaco subia a escada para apanhar as bananas, os cientistas lançavam um jacto de água fria nos que estavam no chão. Depois de certo tempo, quando um macaco ia subir a escada, os outros enchiam-no de pancada. Passado mais algum tempo, mais nenhum macaco subia a escada, apesar da tentação das bananas.

Então, os cientistas substituíram um dos cinco macacos. A primeira coisa que ele fez foi subir a escada, dela sendo rapidamente retirado pelos outros que lhe bateram. Depois de algumas surras, o novo integrante do grupo não subia mais a escada. Um segundo foi substituído, e o mesmo ocorreu, tendo o primeiro substituto participado, com entusiasmo, na surra ao novato.

Um terceiro foi trocado, e repetiu-se o fato. Um quarto e, finalmente, o último dos veteranos foi substituído. Os cientistas ficaram, então, com um grupo de cinco macacos que, mesmo nunca tendo tomado um banho frio, continuavam a bater naquele que tentasse chegar às bananas. Se fosse possível perguntar a algum deles porque batiam em quem tentasse subir a escada, com certeza a resposta seria: "Não sei, as coisas sempre foram assim por aqui..."

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Não sei quem é o autor desse texto, é possivelmente uma versão de um outro texto, mas a idéia original permanece. É bastante claro também que isso é uma crítica ao condicionamento social. Mas não se preocupem meus caros cristãos, não lhes perguntarei de onde veio Deus depois disso, pois esse texto não é uma crítica apenas à religião, mas sim a toda forma de lei moral.
Somos criados para acreditar nos medos de nossos pais, todos os dias nos bombardeiam com lições de moral. Já perceberam que Chapeuzinho Vermelho diz para as crianças obedecerem as mães e optar sempre pelo caminho mais seguro mesmo que seja mais longo? A ficção a serviço do condicionamento como já havia nos alertado Ivete Walty (no livro "O que é ficção", ótimo, leiam por favor) que fala sobre a facilidade que a ficção (livros, novelas, histórias em quadrinhos, etc) tem de alienar milhares (milhões (bilhões)) de pessoas ao mesmo tempo.
Claro que fazer as crianças obedecerem as mães não é nenhum crime, mas faze-las acreditarem em fantasmas de seu passado é um grande problema (intertextualizem com a frase "não tive uma vida fácil, por que você haveria de ter"). Mas creio que isso está mudando, e acredito que futuramente até os religiosos vão esperar seus filhos saberem o significado da palavra "santificado" antes de ensina-las a rezar.

Lembrem-se:
"É mais fácil desintegrar um átomo do que um preconceito" Albert Einstein


posted by TRUNKAEL H MAIRS 1:52 AM

Discorde ()



Agora diga 3 vezes: "Eu sou uma pessoa linda!"

A vida passa, é claro, e de tão óbvia que é essa afirmação nos esquecemos dela assim como as crianças se esquecem o motivo de rezar. A vida passa, e isso é uma verdade condicionada. É o que poderia se chamar clichê-ditado-popular, aquilo que todo mundo ta cansado de saber e que é dito nas horas de aperto por alguém disposto a dar conselhos revigorantes. Simplesmente diga a alguém que fez a coisa certa e que a vida passa que logo terá um sorriso de satisfação.
E alguém no fundo da platéia grita: "E daí?"
Veja que grande exemplo! Percebemos que tem um engraçadinho ali tentando chamar a atenção, provavelmente quer ganhar respeitos dos colegas que estão ao lado, e... isso, coloque a luz nele ...e vejamos que agora ele se encolhe e se esconde atrás de um sorrisinho sem graça como se desculpasse de algum acidente. E assim percebemos que é muito fácil usar nossas frases prontas da gaveta de verdades absolutas. Não se preocupe garoto, o tempo passa, e logo esqueceremos disso.
Não seria mais fácil colocar um cartaz no teto do quarto? Para pessoas que se acham feias um "Você é linda", ou lindo se for homem. Para pessoas de alto estima baixa "Você é único", ou única se for mulher. Para cada tipo há um elogio revigorante pronto, e nem precisaríamos ficar assistindo essas apresentações ao vivo de livros de auto-ajuda a que vocês chamam de palestra.
Mas... bom, eu posso estar errado e você certo, então por favor continue e faça o favor de aumentar a estima dessa platéia que ainda não se cansou de ouvir seu repertório de elogios.


posted by TRUNKAEL H MAIRS 12:55 AM

Discorde ()


Domingo, Janeiro 02, 2005


O que é "Projeto IS"?

É uma filosofia em forma de romance (lembrando que romances não são contos de amor, mas sim o nome dado a um estilo literário). É também é interativo, vocês, ao invés de comentar "uow que massa", tem total liberdade para criticar, discordar e aconselhar. Claro que de começo não dá pra entender do que se trata a história, mas já há algumas perguntas no ar, conseguem responder essas perguntas? Respondam.

Vamos fazer um teste. Me digam o que o "Interlúdio 1" quis dizer. Quem fazer a melhor interpretação ganha um doce ^^


posted by TRUNKAEL H MAIRS 8:11 PM

Discorde ()


Sábado, Janeiro 01, 2005


Interlúdio 1: Alguém que está morrendo

Francisco estava em casa jogando vídeo game. Ele era um pouco acima do peso e se apresentava como Frank, assim ele impedia que lhe dessem o apelido de Chico, ele não podia se imaginar sendo chamado de Chico, era gordo, tímido e desajeitado, ser chamado de Chico todos os dias por todas as pessoas poderia transformar sua depressão em suicídio.
Quando acabou com mais um "chefão" percebeu que estava chorando.

Maldição... maldição, maldição, maldição... Já são 21 anos e tudo que eu conheço são os jogos de vídeo game. Nenhuma amizade verdadeira, nenhuma namorada, nenhum... beijo... É uma maldição, simples e óbvia maldição. Os olhos já estavam muito marejados, não conseguia ver mais do que cores em uma tela brilhante. Deixou escapar um soluço e largou o joystick. De novo não, de novo não... Era o que a mente deixava escapar mesmo sem ele precisar pensar. Limpou os olhos, desligou o vídeo game, e, cambaleante, foi para o quarto, apagou as luzes e ficou deitado na cama, "onde é escuro e silencioso"... É idiotice, não passa de idiotice, eu sou forte e agüento mais um dia. Amanhã alguma coisa vai acontecer, eu acredito, realmente acredito que vai... algo vai, sei lá, descer do céu e me ajudar. Maldição! Eu acredito nisso, realmente acredito. E deixou escapar mais um soluço. Acredito sim... Droga! Eu já repeti isso mil vezes em mil dias e nada acontece. Essa... Essa porra toda deve ser invenção de algum idiota. Nada acontece Droga! Deixou seus pensamentos em silêncio por alguns segundos, e eles se transformaram em sonho.

Continuava chorando, mas não era ele... Quer dizer, era ele sim, só que ele se via chorando, estava em pé ao lado da cama, olhando a si mesmo, e aquilo lhe fez sentir imensa piedade de si próprio, pensou por um momento que a agonia daquela vida só poderia ter um fim, mas não tinha coragem de causar esse fim.
Lembrou que estava sonhando e esqueceu de si próprio. Saiu da casa e foi dar uma volta pela rua, é isso que fazia quando a agonia chegava a um ponto médio, antes do ponto de chorar no escuro.
As pessoas andavam todas de cabeça baixa pela rua, caras fechadas, um profundo silêncio constrangedor. Não havia carros, e Andressa estava sentada no banco da esquina. Atravessou a rua, um carro que antes não estava ali o atropelou.

Ele acordou assustado. Tinha amanhecido. Se lembrou do sonho e todo o rosto se contraiu para o choro, resolveu que não podia ficar ali por muito tempo, entrou no banheiro, lavou o rosto e resolveu dar uma volta, pensou que deveria ter feito isso antes de derramar a primeira lágrima. Começou a andar pela rua semi-movimentada, as pessoas passavam despreocupadas, um trio de moças do outro lado da rua ria alto. Ele odiava esse tipo de risada, sempre achava que era com ele e ficava extremamente constrangido, isso o distraiu, quando viu Andressa vindo em sentido contrário já era tarde demais, antes que ela pudesse abrir a boca para o cumprimento formal e doloroso ele atravessou a rua, e onde não havia carros foi atropelado por um.

O seu ultimo suspiro foi para a moça bonita que ele confundiu com Andressa: "Muito cuidado com o que se deseja". Foi seu momento de maior sabedoria. É o que pensou antes de dormir para sempre.

Parte do "Projeto IS"


posted by TRUNKAEL H MAIRS 10:28 PM

Discorde ()


Propósito
Fazer algo que presta de vez enquando
Outros subversores de mentes
Eu
Sou um sujeito de 20 anos que mora em uma cidade do interior, logo, não podem me pegar.

As únicas informações que posso passar por hora é que eu estou cursando o segundo periodo de Jornalismo, mas me interesso também pelas áreas de Filosofia, Psicologia, Religião, Matemática, Física Quântica, Sociologia, Antropologia e a maioria das ciências.

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