"Sou o proprietário da minha potência e sou-o quando me sei Único. No Único, o possuidor regressa ao Nada criador de que saiu. Todo o Ser superior a Mim, quer seja Deus quer seja o Homem, enfraquece diante do sentimento da minha unicidade e empalidece ao sol desta consciência." (Max Stirner)
Foi num belo dia de verão ao entardecer
Que lindos olhos um sorriso me recusaram
Meu coração começou logo a entristecer
Pelas máguas que ali mesmo começaram
A dor sentida foi tão forte
Que sem forças p'rali fiquei
Sofrendo impune duma lenta morte
Mas com o olvidio um bálsamo apliquei
Em silêncio esperei um ano inteiro
Crescendo em mim uma triste paixão
Fruto verde deste amor primeiro
Que poderia ter-me levado ao caixão
Foi então que esse sorriso veio
Suave e lento como uma folha caída
Meu coração quedou-se num doce enleio
Vivendo nesse minuto toda uma vida comprimida
Foi um enlace tão terno e deminuto
Culminado por sorriso tão singelo
Foi uma vida inteira num minuto
Vivida tão intensamente e em sigilo
Sim! com o olvidio um bálsamo apliquei
Durante três longos anos de sobrevivência
Nessa luta mais homem assim fiquei
Foi um sorriso que aconteceu na adolescência.
Stats
Domingo, Janeiro 07, 2007
Sobre isso e tudo mais
Bom, eu nem queria mais postar nesse blog, achava que simplesmente era o fim dele sem despedida nem nada, mas acho que sempre que eu estiver ou muito feliz ou extremamente triste, vou me voltar a vocês, às pessoas que não me ouvem.
Como estou na segunda opção, deu vontade de escrever bastante para tentar explicar tudo isso que está contecendo, mas pelo que parece nada sai, minha produtividade vai a zero quando minhas pseudos-depressões-angustias-e-aflições atacam.
A tentativa de colocar em palavras todas essas sensações parece-me pesada demais, elas devem começar como começou numa quinta feira de madrugada, um pouco de bebida, uma pessoa próxima e um desabafo gostoso desses que colocam a vida no lugar.
Mas aqui a coisa é unilateral, como posso começar, ou melhor, de onde devo começar? Da tentativa da carta de alforria? De como me tornei creep novamente e estou sofrendo de maneira incalculável? Da minha aflição que me impede de concentrar em qualquer coisa se eu não estiver em estado alterado de consciência?
Blá! Não da pra falar, ta tudo assim muito esquisito, e não tem ninguém pra me guiar com as palavras, vou me embora pra passagarda, por que lá tem prostitutas bonitas que além de namorar, nos ouvem a noite inteira sem reclamar.