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"Sou o proprietário da minha potência e sou-o quando me sei Único. No Único, o possuidor regressa ao Nada criador de que saiu. Todo o Ser superior a Mim, quer seja Deus quer seja o Homem, enfraquece diante do sentimento da minha unicidade e empalidece ao sol desta consciência." (Max Stirner)

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Sorriso

Afonso Almondino da Silva

Foi num belo dia de verão ao entardecer
Que lindos olhos um sorriso me recusaram
Meu coração começou logo a entristecer
Pelas máguas que ali mesmo começaram

A dor sentida foi tão forte
Que sem forças p'rali fiquei
Sofrendo impune duma lenta morte
Mas com o olvidio um bálsamo apliquei

Em silêncio esperei um ano inteiro
Crescendo em mim uma triste paixão
Fruto verde deste amor primeiro
Que poderia ter-me levado ao caixão

Foi então que esse sorriso veio
Suave e lento como uma folha caída
Meu coração quedou-se num doce enleio
Vivendo nesse minuto toda uma vida comprimida

Foi um enlace tão terno e deminuto
Culminado por sorriso tão singelo
Foi uma vida inteira num minuto
Vivida tão intensamente e em sigilo

Sim! com o olvidio um bálsamo apliquei
Durante três longos anos de sobrevivência
Nessa luta mais homem assim fiquei
Foi um sorriso que aconteceu na adolescência.
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Terça-feira, Julho 31, 2007


Closer, verdades e amor

Na frase de uma moça da minha lista de msn lê-se: "Ah o amor ... que nasce não sei onde, vem não sei como e dói não sei porque..." atribuida a meu conterrâneo Carlos Drummond de Andrade. Sem pensar muito respondo que nasce de nossa necessidade, vem de uma ilusão, e dói por necessidade do próprio amor (em si) consumar-se.

Assistindo "Closer" tive a sensação de que há verdade na idéia de que o amor vem da ilusão, se mantém vivo por mentiras e omissões, e morre ao raiar da verdade.

Mas há muito tempo atrás eu defendi que o verdadeiro amor nasce num regime de absoluta sinceridade, mas quando vemos isso agir de maneira "prática" em Closer, podemos levar a discussão para outras vertentes.

Uma mulher que não revelou seu verdadeiro nome poderia amar e ser amada de maneira absoluta? Ou foi seu personagem que amou, e ao cair da máscara o amor sumiu repentinamente, assim como ela própria menciona "Já não te amo mais", "Desde quando?", "Agora mesmo".
Ela não podia dizer a verdade mas não queria mentir. Se não podia dizer a verdade, o amor acabou. Mas se não podia revelar seu verdadeiro nome, o amor existiu?

Lembro de um professor da aula de psicologia dizendo que toda transa na verdade era uma suruba, não transamos com a pessoa, mas sim a idéia que temos da pessoa, sendo assim, sempre há quatro pessoas transando.
Não seria também assim no amor, e, por que não, na vida inteira, como mencionado aqui?

O que amamos afinal? A idéia que fazemos da pessoa, a pessoa em si, ou o próprio amor?
Estou inclinado a concluir que amamos o sentimento em si.

Pensar que amamos a idéia que fazemos da pessoa (ou seja, o personagem que criamos a partir das variáveis que contabilizamos) é muito tentador, pois afinal a nossa visão da pessoa se torna apenas aquilo que acreditamos não interferir no amor em si. Um exemplo clássico está na traição. Pelo que parece, só temos habilidade de amar completamente uma pessoa que julgamos ser incapaz de trair.
Mas todos são capazes de trair, portanto não seria possível amar ninguém afinal.

Portanto, assim como não se usa uma droga pela droga em si, mas pelo sentimento que ela causa, simplesmente "usamos" uma outra pessoa para manter o sentimento que amamos, o amor.
Quando vem as verdades à tona (a ressaca), a persona se desintegra e o que sobra é a coisa em si, a qual direcionamos o amor que na verdade é por si mesmo.


posted by TRUNKAEL H MAIRS 10:40 PM

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Sexta-feira, Julho 27, 2007


Amigos, amigos, Conhecidos à parte

E negócios também à parte por favor.

Sou uma pessoa difícil de ser conquistada para a amizade. Da grande quantidade de colegas e "novos amigos" que aparecem na minha vida, a maioria eu mantenho certa distância, algo que me parece necessário para a convivência.
É claro que ter muitos amigos seria ótimo, hoje talvez não consiga contar nem 10, mas apesar da oferta de mais amigos ser tentadora, a manutenção do meu "campo A.T." me parece mais interessante.
Possivelmente minha mãe não entende o motivo pelo qual me afasto de certas pessoas, mas vou explicar a todos de uma só vez.

A amizade fica num campo confuso entre a conveniência social e a manutenção de interesses. Normalmente você precisa de amigos para brincar. Precisa de um grupo de amigos para sair à caça. E no caso mais interessante, amigos para conversar.
Sempre você está ganhando alguma coisa na amizade, afinal, tudo na vida é um jogo de interesses, como já diria Niezstche, o grande mentor.
Mas porque afinal eu afasto possíveis amigos?

Falta de empatia.

Tudo em uma amizade verdadeira passa pela empatia. Você deve se espelhar em outra pessoa, saber o que esperar dela, se interessar pelos seus interesses.
E se o grau de maturidade não for compatível, simplesmente não há sintonia para uma amizade verdadeira.

Depois de todos esse impencilios eu posso contar 7 amigos verdadeiros, 2 são meus sócios, 4 são de minha cidade natal, frutos de um 2º grau de grande crescimento intelectual, e um outro que nunca vi pessoalmente.
Aos aspirantes faço o mesmo teste que Tyler Durden fez para que entrassem no projeto caos. Ignoro, desencorajo e ninguém ainda passou no teste, pois afinal, minha amizade não é coisa tão importante assim.

Mas minha vida se tornaria mais fácil se eu fosse um pouco mais tolerante?

Creio que sim.

Então por que não o faço?

Pois assim como o psicopata de "Seven", ou odeio pessoas que falam sobre banalidade, um tipo de alergia psicologica como a de Cayce Pollard em "Reconhecimento de Padrões". Simplesmente não consigo suportar.
Mas não pense que só sei discutir filosofia e afins. Não, não, caros leitores. Sei ser banal nos momentos certos.
Mas há pessoas que só sabem falar do tempo.

Certamente essa minha birra quanto à banalidade me impede de satisfazer minhas necessidade sociais, mas é um preço que sempre estive disposto a pagar. E por favor não confundam com prepotência. E também não é pura incompatibilidade ideológica, tenho muitos cristãos no meu grupo de amizades (principalmente vocês do círculo de blogs).

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Bom, esse é um texto que não terá conclusão, e nem tem muito propósito, é só a extensão de um pensamento recorrente. Portanto, um abraço a vocês, até mais.


posted by TRUNKAEL H MAIRS 9:05 PM

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Quinta-feira, Julho 05, 2007


Sorte de hoje: Seus princípios valem mais para você do que dinheiro ou sucesso

Às vezes o Orkut apresenta frases interessante na sorte do dia. Já vi umas muito boas e essa se encaixa na lista.
E me levou a tentar entender quais eram meus principios afinal.
Procurei primeiro na wikipédia, e apesar do vasto volume de informação, não achei nehum "Principio Trunkaeliano" ou "Príncipios de Trunkael".
No Google também não achei, então me dei conta de minha prepotência e procurei apenas "Princípios", mas tanto na wikipédia quanto no wikicionário não existia esse verbete.
Só então me lembrei que tenho um blog, e aqui acho todos os meus princípios destilados em crônicas, contos e teses.

Mas vamos pelo mais comum, o "Principio Trunkaeliano" da Liberdade.
Vale mais que dinheiro ou sucesso? Sem dúvida.
E isso falo com certeza pois não há filosofia mais impregnada no meu ser que não seja a de Tyler Durden "As coisas que você possui, acabam por te possuir". Essa frase responde toda a questão e quase não tenho mais o que falar.
Mas tenho que tocar na questão da religião. Mesmo eu sendo interessado pela idologia budista, não me coloco como budista. Mesmo que a filosofia satanista seja interessante em alguns pontos, também não me julgo satanista.
E pra deixar claro estou falando do verdadeiro satanismo, e não da adoração do demônio, que é coisa completamente diversa.
Mas concluindo a questão religiosas, me idenfiquei com as mencionadas pela liberdade. E quanto as outras não acho nenhuma brecha de liberdade. (Lembro inclusive do RNT falando que somos livres pra amar cristo, blá).

Concluindo.
Além do princípio da liberdade, que mais eu poderia citar?
Não sei, não sei.
Caso um de vocês aparecerem por aqui me dêem uma dica, pois afinal você também já leram bastante isso aqui né.
E se possível digam seus princípios, que eu gostaria de ter exemplos.


posted by TRUNKAEL H MAIRS 7:23 PM

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