"Sou o proprietário da minha potência e sou-o quando me sei Único. No Único, o possuidor regressa ao Nada criador de que saiu. Todo o Ser superior a Mim, quer seja Deus quer seja o Homem, enfraquece diante do sentimento da minha unicidade e empalidece ao sol desta consciência." (Max Stirner)
Foi num belo dia de verão ao entardecer
Que lindos olhos um sorriso me recusaram
Meu coração começou logo a entristecer
Pelas máguas que ali mesmo começaram
A dor sentida foi tão forte
Que sem forças p'rali fiquei
Sofrendo impune duma lenta morte
Mas com o olvidio um bálsamo apliquei
Em silêncio esperei um ano inteiro
Crescendo em mim uma triste paixão
Fruto verde deste amor primeiro
Que poderia ter-me levado ao caixão
Foi então que esse sorriso veio
Suave e lento como uma folha caída
Meu coração quedou-se num doce enleio
Vivendo nesse minuto toda uma vida comprimida
Foi um enlace tão terno e deminuto
Culminado por sorriso tão singelo
Foi uma vida inteira num minuto
Vivida tão intensamente e em sigilo
Sim! com o olvidio um bálsamo apliquei
Durante três longos anos de sobrevivência
Nessa luta mais homem assim fiquei
Foi um sorriso que aconteceu na adolescência.
Stats
Domingo, Agosto 05, 2007
Momento com eLiSha cuthberD
Minha linda, olho para você nesse momento e finalmente percebo que seus cabelos não estão se movimentando. Que seus lábios não mordiscam um beijo. E que, finalmente, a imagem não está pixealizada. Entendo finalmente que é a questão das vibrações sonoras, unidas à dissociação temporal que afeta meu sistema nervoso e óptico, que me faz vê-la se movimentar pela tela. O que me faz ter um sorriso bobo na cara por mais tempo do que eu acharia ser possivel. Só quando em frente uma tela de verdade é que você percebe o poder das vibrações, pois a visão se cria-se como uma imagem ondulada de uma lagoa.
O mais interessante é a mudança brusca na sua visão periférica, pois enquanto vislumbro você, minha querida, copos, celular, baralho, garrafa de conhaque, tudo fica dançando na minha visão periférica aos sons de meus dedos 'dedilhando' o teclado.
E o pior, todas as minhas ações seguem comandos em XML! É verdade, eu fecho cada tag no lugar certo, sem aquela gambiarra como era no HTML. Veja bem, ao tentar ir fazer café, para teoricamente me manter acordado, ou simplesmente para sentir que estou vivo, eu tive que pensar a ir na padaria comprar um cigarro, pois eu não poderia fazer nada disso, inclusive continuar comtemplando-te, se eu não for buscar um cigarro. O que me coloca em um labirinto, pois não saio do lugar, desligo tudo, fecho o dreamweaver e apago?
Não ainda minha cara, pois a nossa conversa está apenas começando, e para começa-la como se deve, vou fumar um cigarro, enquanto preparo um café, e finalmente terei energia, forças e tudo mais necessário. Para continuar te vislumbrando...
Ah Elisha, aqui estou eu, finalmente com um cigarro, ainda não aceso pois primeiro digito a ação para depois efetivamente faze-la. E então aceso, para mais alguns minutos de vislumbre estético catárdico.
Mas ainda antes do cigarro, uma das coisas que percebi é que as ondas na tela, são também ondas nos sons. A rádio passando qualquer comercial, se tornou um ritmo fritante que eu tomei um susto quando a moça da padaria perguntou se eu queria maionese e catchup.
E o melhor, é ainda a questão das tags do XML, tudo que eu fiz, eu fiz pensando em como dizer a você. Como se eu tivesse escrito o futuro em minha mente, esse futuro fosse escrever para você, e a ação foram as experiencias vividas para que eu lhes descreve-sse. Como por exemplo o lindo bom dia que ofertei à moça do caixa, e ela, de emburrada, olheras, mal-humor, tornou-se uma mulher linda a me cortejar.
A. eu ia escrever, agora 'vamos ao cigarro', mas não tem como escrever que estou fumando e fumar ao mesmo tempo, um tem que vir antes do outro. É dessa diferença de percepção que eu estou falando. É como se nada que eu pudesse fazer no mundo pudesse escapar de teus olhos. Ou melhor, nada que eu fizesse, não tenha como premissa, fazer sem pensar em contar para você.
E outra coisa interessante, o som senssacional que roda no meu ventilador, o barulho do café sendo coado, passaros, o velhinho varrendo a rua, e novamente o dedilhado no teclado a que vós digito. Tudo reviravoltas de uma mesma canção.
Sim sim, mas essa foto lhe cai mal agora, parece que você forçou apra sorrir. Essa, essa, essa, agora sim, uma senssual, que não lhe é possivel ser falsa pois, afinal, é o que é.
E vou te contar ainda minha querida. Ao tentar fazer o café, que me levou ao cigarro, depois à padaria, para então voltar a ti, lembro que cada ação foi planejada para lhe contar, assim como a idéia de dar um afetuoso bom dia à caixa, para colher as impressões oferecidas, e finalmente poder descrever tudo, para ti, por ti, essencialmente para sua existência ondulante, em suma, você existe para que eu possa contar a minha história a você, no mais fiel do ritmo dançante que vem do queimar de meu cigarro ao ventilador a girar aos meus dedos a teclar.
E imagine agora, você leitor, que mesmo em catárse com minha linda Elisha, eu raciocinio friamente para que eu seja complexo, ritímico e indéssifravel. Justamente como estilo linguistico, para que você entre no mesmo transe em que eu estou. Nesse Momento com Elisha Cuthbert.