Estranho seria se eu não me apaixonasse por você
O sal viria doce para os novos lábios
Colombo procurou as índias mas a terra avisto em você
O som que eu ouço são as gírias do seu vocabulário
Estranho é gostar tanto do seu all star azul
Estranho é pensar que o bairro das laranjeiras
Satisfeito sorri quando chego ali e entro no elevador
Aperto o 12 que é o seu andar não vejo a hora de te encontrar
E continuar aquela conversa
Que não terminamos ontem ficou pra hoje
Estranho mas já me sinto como um velho amigo seu
Seu all star azul combina com o meu preto de cano alto
Se o homem já pisou na lua, como eu ainda não tenho seu endereço
O tom que eu canto as minhas músicas para a tua voz parece exato
Estranho é gostar tanto do seu all star azul
Estranho é pensar que o bairro das laranjeiras
Satisfeito sorri quando chego ali e entro no elevador
Aperto o 12 que é o seu andar não vejo a hora de te encontrar
E continuar aquela conversa
Que não terminamos ontem,laranjeiras
Satisfeito sorri quando chego ali e entro no elevador
Aperto o 12 que é o seu andar não vejo a hora de te encontrar
E continuar aquela conversa
Que não terminamos ontem, ficou pra hoje
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Quarta-feira, Novembro 21, 2007
Choque de Retorno A única maneira de moldar a realidade é pela sua vontade real. Quando você tem bem claro em sua mente aquilo que deseja, inevitávelmente você lutará para conseguir. O que determinará seu grau de sucesso nessa batalha é a atenção que você dará às suas dúvidas.
Não sei bem como definir o paradigma vigente da humanidade, hoje me parece mais uma colcha de retalhos, não é algo concreto, parecem decalques em um grande rizoma em mutação. Vivemos em meio a um desses decalques, uma paradigma que não se parece em nada com o modelo de vida mulçumano ou budista, possivelmente um hibrido da junção do modelo de pensamento cristão, invadido com agressividade pelo pensamento capitalista.
Se você se sente fora desses dois modelos, ou pelo menos não acredita em nenhum deles, vê o mundo com mais liberdade, tem mais poder sobre suas ações e pensamentos. As chances de tomar o controle da própria vida são maiores quando ignoramos o decalque. Cada vez que quebramos internamente um fragmento do paradigma vigente, também quebramos um elo da corrente que impede uma evolução consciente.
No entanto essas pessoas são anomalias, pequenas falhas no sistema. Um paradigma não tem vontade própria, não é maléfico ou benevolente, ele simplesmente protege a própria estrutura. Quando existe uma anomalia no sistema (uma bruxa na idade média, um homossexual no final do século passado, um anti-capitalista nos dias de hoje) um tipo de paradoxo é criado.
Se algo sai do poder do paradigma, para influir diretamente na mudança do mesmo, é criado um paradoxo. Esse é o obstáculo para mudar o mundo, se você simplesmente quiser um carro ou constituir uma família não vai encontrar nenhum obstáculo, pois são desejos compátiveis e desejáveis pelo paradigma.
A maioria das pessoas aceita o modo de vida atual, no entanto cada época tem suas pequenas mutações e são justamente essas anomalias que descontroi o paradigma a seu favor. Como exemplo atual tomo os homossexuais, lutando pela aceitação social de sua sexualidade. Recriando toda a forma de pensamento.
Há um preço para essa luta, claro. Quando se bate no paradigma, o paradigma revida. Um choque de retorno pode vir de várias formas. Antigamente tudo podia e era resolvido com uma fogueira. Hoje o paradoxo é um pouco mais sutil, as opniões contráriam simplesmente são ignoradas ou transformadas em chacota.
Apesar da intolerância e preconceito, a consciência coletiva vai se moldando lentamente em prol da aceitação da flexibilidade sexual. É uma guerra que a “minoria” está ganhando a partir da vontade de ser aceito. No entanto há uma outra guerra que está sendo perdida, o senso consumista infecta as pessoas desde o nascimento, como um sapo que começa a ser fervido em água fria, não percebemos a sutil vitória de um sistema que nos mantém reféns do capitalismo.
Pessoas comuns se tornam soldados inconscientes de um sistema que visa suprimir a vontade da maioria em prol da hegemonia de poucos. Os humanos se tornaram máquinas que reproduzem e mantém o sistema.
Não há uma guerra aberta, nossa guerra é interna. Estamos no auge da era da informação. O mundo se encaminha para um acesso ilimitado ao conhecimento, no entanto não estamos aproveitando. Sabemos o poder que a opinião pública tem de mudar um país, no entanto não agimos. Se há uma crise política não vamos para as ruas, mesmo com tantas oportunidades.
Só ficamos inertes por que a arma do sistema é muito poderosa, ela se chama comodismo. Seja com a cômoda certeza de uma vida eterna ou a idéia errônea de que a tecnologia é sinônimo absoluto de qualidade de vida. O comodismo mina nossa vontade real, e nossos sonhos são deixados para trás em troca de uma vida sem surpresas.