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Sexta-feira, Setembro 26, 2008 A Natureza Selvagem
“Maldito é o Super-Ego, que inibe nossas vontades mais puras”
Entre uma semana e outra eu penso em fugir. Claro que para as pessoas que me conhecem mais ou menos isso não é nenhuma novidade. Tentar fugir sempre fez parte da minha vida, e apesar de ter defendido e, outrora ,execrado a filosofia da fuga, a vontade permanece.
Quando assisti Na Natureza Selvagem ficou claro (mais uma vez) que a vida que vivo não é minha de verdade, possivelmente estou ocupando a vida de outra pessoa, uma pessoa que estaria mais confortável com a inércia e acostumado com as máscaras. Ir para o Alaska provavelmente não resolveria meu problema, mas seria uma experiência renovadora. A maldita rotina acaba nos afastando de nossa essência, vivemos pela metade (ou nem pela metade) dividindo tudo entre estudos, trabalho, família, etc. O pouco tempo que sobra pra sermos nós mesmos acaba sendo desperdiçado em baladas, onde temos que vestir como um personagem ainda mais sufocante. Talvez esse seja o motivo de uma viagem solitária, afinal você não terá tempo para mais nada além de si mesmo. Esse mergulho no auto-conhecimento pode ser perturbador, mas se você sobrevive a ele creio que se torna uma pessoa mais realizada, um verdadeiro zen. Creio que o conhecimento de seu verdadeiro nome evitaria várias mazelas sociais. Eu por exemplo nunca penso muito antes de falar mil baboseiras como se fosse fruto de uma sabedoria milenar. Essa minha mania já encheu muita gente, e me encheu também. O problema é que quando você acostuma com a coisa é difícil se desvincular dela. A minha intolerância com pessoas “lentas” também é algo extremamente chato, o que eu queria mesmo era dar atenção a todo mundo, ouvir com interesse cada história. Mas como faço isso se minha impaciência impede de ouvir qualquer coisa que não pareça ser grande sabedoria de vida? A minha prepotência me mata, parece-me que as pessoas todas deveriam seguir minhas opiniões, pois afinal são as melhores que existem. Acho, inclusive, que minha ideologia salvaria o mundo. Vejam só que idiotices. Sou como qualquer outro ser medíocre nesse universo, não tenho direito a essa prepotência. Achar que sei mais do outro que o mesmo é a mais pura burrice desse mundo. Digo que toda ação tem mais variáveis do que qualquer ser humano poderia interpretar, e acabo caindo no simplismo dos pré-conceitos. Cada pessoa viveu num meio completamente diferente do meu, meio esse que nada sei. O pior é me dar de coitadinho diante de ocasiões que julgo inexplicáveis. O simples “não quero” (apesar de insuficiente) deveria ser o bastante para todos. Cada pessoa tem o direito de guardar para si suas razões. Por essas e outras questões que me parecem nada mais que imaturidade, preciso de ir para o Alaska. Preciso me concentrar em me conhecer, e com isso me aprimorar. Se não virar um mestre zen, pelo menos terei uma boa experiência de vida. Se eu não morrer nessa busca, faço novamente até ter um resultado satisfatório. Hasta La vista, my friends... posted by TRUNKAEL H MAIRS 6:00 PM Divague ( ) ou | Quinta-feira, Setembro 04, 2008 O dia da apatia
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